A liberação de recursos para financiamentos de veículos recuou 17,2% nos últimos doze meses, de acordo com dados divulgados pela Anef, associação que representa os bancos de montadoras, na segunda-feira, 12. Segundo a entidade os consumidores adquiriram R$ 45,4 bilhões até julho, para CDC e leasing, tanto para pessoas físicas como para jurídicas.
A carteira de financiamentos somou R$ 167,8 bilhões, queda de R$ 13,5 bilhões com relação a julho do ano passado. O indicador corresponde a 2,8% do PIB, enquanto há um ano equivalia a 3,2% do Produto Interno Bruto.
“Esses números demonstram o efeito da atual crise nos consumidores”, analisa, em comunicado, o presidente da Anef, Gilson Carvalho. “Por um lado há menor procura por financiamentos. Por outro existem aqueles impactados pela queda de renda e pelo desemprego, que acabam não conseguindo honrar os financiamentos assumidos”.
A inadimplência do setor, para pessoas físicas, alcançou 4,6% em julho, uma elevação de 0,7 pontos porcentuais com relação há doze meses. Para pessoas jurídicas também houve aumento, saltando de 4,3% para 5,2% no período.
“Para que o mercado volte à normalidade é necessário que as pessoas tenham confiança e que recuperem a renda, via aumento do nível de emprego e menor inflação e, com isso, tenham crédito. A ausência de um desses três pilares impacta diretamente no nível de atividade do setor”.
As taxas de juros praticadas pelas associadas da Anef são mais atraentes do que as dos bancos independentes. Em julho ficaram, em média, a 1,75% ao mês e 23,1% ao ano, enquanto a média geral ficou em 1,94% ao mês e 26% ao ano.
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